Como a entrada da nova geração influencia na indústria 4.0

January 12, 2017

 

A Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial começa a ganhar destaque no Brasil. No mundo, estes termos foram apresentados na Feira de Hannover, em 2011. Pesquisas e estudos realizados pelo governo e institutos alemães chegaram à conclusão de que uma nova era industrial deveria ser nomeada e implementada.

 

 

   As “Fábricas Inteligentes”, que pareciam ser algo ainda longe de existir, estão cada vez mais próximas da nossa realidade e são fundamentadas na conexão das máquinas e sistemas, criando uma rede inteligente na manufatura para controle de forma autônoma de todo o processo. O processo de decisão será realizado pelas máquinas, com as informações em tempo real coletadas do sistema de produção. A autonomia e inteligência do sistema embarcado permitirão, por exemplo, o agendamento de manutenções (preventiva, corretiva, preditiva), adaptação da produção e outras atividades de forma automática e eficiente.

 

   Estas ações passam a ser viável a partir da integração de inovações tecnológicas e dos setores de automação, controle e TI nos sistemas de manufatura, permitindo menor possibilidade de erros e interferência humana nos processos. Para isto, algumas tecnologias precisaram ser desenvolvidas, tornando-se importante para implementação deste conceito industrial, como Big Data, Segurança Digital e Internet das Coisas (IoT). Além dessas, um relatório do BCG (Boston Consulting Group) contemplam mais 6 tecnologias principais na indústria 4.0: Robôs Automatizados, Manufatura Aditiva, Simulação, Integração Horizontal e Vertical de Sistemas, Computação na Nuvem e Realidade Aumentada.

 

   Uma pesquisa sobre tecnologias digitais na manufatura avançada realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirma que “a indústria brasileira ainda está se familiarizando com a digitalização e com os impactos que pode ter sobre a competitividade. O desconhecimento é significativamente maior entre as pequenas empresas (57%)”.

 

 

Mas como introduzir essa nova revolução no cenário industrial brasileiro?

 

   Uma das possíveis respostas é: com a entrada da nova geração de pesquisadores e engenheiros no setor e autonomia para implementação das novas estruturas, as quais possibilitarão esta mudança de estrutura.

 

   A nova geração permite a utilização de profissionais atualizados e qualificados nas tecnologias existentes. Além disso, a atual formação multidisciplinar é primordial para este novo conceito de manufatura, devido ao fato da integração de diversas áreas para que ocorra o funcionamento adequado de todos os processos. Outras características da nova geração que ajudam são: desenvolvimento de uma capacidade de conhecimento constante, capacidade de adaptação (menor restrição às mudanças) e senso de urgência.

 

   Assim, espera-se que o setor industrial brasileiro inicie a caminhada para a Indústria 4.0 a partir de ações que auxiliem nessa transição. Uma entrevista com Jefferson Gomes (Diretor regional do SENAI de Santa Catarina e professor do ITA), realizada pela Agência CNI de Notícias. aborda a criação da “Indústria 4.0 verde e amarela”. Recomendamos a leitura!

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