[Parte 2] A Engenharia no Carnaval: Segurança e Diversão Garantida?

March 2, 2017

   

 

    Na semana passada, fizemos uma postagem no blog da 4i Engenharia sobre o Carnaval, uma das festas mais populares do Brasil, e a responsabilidade da engenharia (clique aqui para ler). Como publicado anteriormente, o objetivo dos engenheiros e empresas de engenharia é de proteger os foliões de possíveis acidentes e o meio ambiente de impactos negativos durante as festas.

 

   Infelizmente, não foi isto que aconteceu em algumas cidades do país. No Rio de Janeiro, principal cidade dos festejos carnavalescos, mais de 32 pessoas ficaram feridas (algumas em estado grave) devido a problemas técnicos nos carros alegóricos das escolas de samba Paraíso do Tuiuti e Unidos da Tijuca. No primeiro dia de desfile, o carro alegórico do Paraíso do Tuiuti perdeu o controle e bateu nas grades de proteção do circuito, prensando quem estava próximo. No dia seguinte, a estrutura de um dos carros alegóricos da Unidos da Tijuca não suportou e cedeu, ferindo os integrantes da escola de samba.

 

    Ambos os acidentes estão sendo periciados pela Polícia Civil e por responsáveis técnicos do CREA-RJ. Análises preliminares demonstram problemas estruturais nos carros alegóricos (rodas danificadas (Paraíso do Tuiuti) e dimensionamento inadequado para peso máximo a ser transportado (Unidos da Tijuca)). Tais problemas poderiam ser evitados se os projetos, construção e inspeção dos carros fossem realizados por profissionais competentes e responsáveis pela segurança da população.

 

 

  Outros acidentes também aconteceram em mais duas cidades durante o Carnaval. Em Salvador (Bahia), um acidente com um trio elétrico provocou o atropelamento de um cordeiro, gerando fratura exposta. Já em Paritins (Amazonas), dois homens morreram após o carro alegórico tocar em um fio de alta tensão.

 

    No Brasil, temos como cultura corrigir os erros somente após o acontecimento de grandes problemas, alguns que levam até à morte. Os casos dos carros alegóricos das escolas de samba do Rio de Janeiro e dos outros acidentes são exemplos destas situações. Infelizmente, a falta de fiscalização e punição adequada no país colabora com estes acontecimentos, os quais geram grande dor e tristeza aos envolvidos. Além disso, deve-se gerar uma maior conscientização dos responsáveis das escolas de samba, de trios elétricos e de outras estruturas usadas nas festas, sobre a importância da engenharia no projeto, construção e vistoria, garantindo a segurança e evitando que problemas como estes aconteçam.

 

 

 

    O Carnaval, que era para ser uma grande festa com grandes comemorações, magia e diversão, acabou sendo, em 2017, uma festa marcada pelos acidentes e falta de segurança para os foliões.

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